AMOR DE PEDRA!
Sim, era apenas uma pedra,
Que como um pássaro almejou a liberdade.
Não queria mais conter o barranco,
Preferiu a sorte solta na estrada...
Agora, livre, serviu de tropeço.
Por medo se escondeu no sapato,
Arremessada quebrou a janela,
Desesperada, aprendeu que pedras não sonham,
Seu destino é um barranco qualquer.
Convenceu-se de que pedras não servem para nada...
Até que um dia,
Alguém disse para ela:
- Sabe, também existem dias felizes!
Tem pedras que são mós de moinhos,
Neles o homem tritura o trigo,
Dá pedra saí o pão,
Com este pão se mata a fome.
Tem pedras que sofrem em silêncio,
Até esquecerem seus sonhos,
São trituradas com areia e cimento,
Mas é com esse concreto que se fazem as casas.
Algumas pedras tem rara beleza,
Por Deus foram agraciadas,
E por brilharem feito estrelas,
Foram cravadas em ouro,
São adornos das realezas.
Mas tu, ó pedra!
Melhor será teu destino.
Tu vais parar em um peito,
Vou te chamar de seta - Disse o cupido!
E com ela flechou o coração vazio do poeta,
Que agora novamente inspirado volta à vida!
Guaraci Pachú
Enviado por Guaraci Pachú em 19/04/2025
Alterado em 05/03/2026
Copyright © 2025. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.